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Como construir arranjos profissionais no teclado (com base em Bohemian Rhapsody)

Sabe quando você ouve uma música no piano e sente que ela está completa, bem construída e cheia de emoção? Muitas vezes, o segredo está no arranjo — e mais especificamente, na forma como ele é montado em camadas.

Neste post, vamos usar Bohemian Rhapsody como exemplo para entender a lógica por trás de um arranjo profissional. E o melhor: mesmo que você esteja começando agora, é possível aplicar essas ideias no seu próprio repertório.

Entendendo as 3 camadas de um arranjo

Quando você toca uma música no teclado, pode pensar nela como uma construção feita de três elementos:

1 – Melodia: é a linha principal. Aquilo que você assobia, canta, ou reconhece logo de cara.

2 – Harmonia: é a base os acordes que sustentam a melodia.

3 – Camada complementar: são notas ou frases que preenchem o meio do caminho. Dão movimento, textura e deixam tudo mais musical.

Vamos entender isso na prática com Bohemian Rhapsody.

Exemplo prático: Bohemian Rhapsody

Logo no começo da música, você tem o acorde de si bemol maior como base. A mão esquerda toca a tônica e a quinta (si bemol e fá). Essa é a harmonia.

Depois, a melodia entra com a nota ré, que você provavelmente vai reconhecer assim que tocar. Essa nota isolada já dá o “sabor” da música. Pronto: temos a melodia.

Agora entra a mágica. Entre o acorde e a melodia, você pode adicionar outras notas — como um mi ou outro si bemol mais agudo — para complementar o som e dar aquela cara de arranjo completo. Essa é a camada do meio.

Repare como a música ganha vida com essas três camadas:

Tocar só a melodia: soa reconhecível, mas simples.

Tocar melodia + harmonia: já parece uma música de verdade.

Tocar as três camadas: parece uma trilha sonora de filme.

Essa forma de pensar é muito ensinada em escola de música online, porque ajuda a desenvolver a escuta, o repertório e a habilidade de tocar de forma mais expressiva.

 E se você quer ir além dos arranjos e começar a ler partituras para entender melhor como tudo isso se conecta no papel, dá uma olhada na postagem Como aprender a ler partituras de piano (sem complicação). Lá você vai entender a lógica das claves, linhas e espaços de forma simples e sem enrolação.

Adapte ao seu nível

Não precisa começar tocando tudo ao mesmo tempo. Se você é iniciante, comece com a melodia e os baixos da harmonia. Depois vá preenchendo com as notas complementares. Com o tempo, isso se torna natural.

Uma escola de música online de qualidade vai te mostrar como montar arranjos gradualmente, respeitando seu ritmo de evolução.

Camadas que se adaptam à música

Nem toda parte de uma música exige as três camadas. Em um solo vocal ou instrumental, por exemplo, você pode deixar o teclado apenas como acompanhamento. Em outros momentos, o teclado assume o protagonismo e precisa estar mais completo.

Em Bohemian Rhapsody, por exemplo, há momentos em que a melodia é feita pela voz e o teclado apenas sustenta com acordes. Em outras partes, como na introdução e no verso, o piano tem uma função central e todas as camadas estão ali, trabalhando juntas.

Essa dinâmica é o que torna os arranjos mais interessantes.

Quer ver tudo isso ganhando vida em vídeo? Dá uma passada no meu canal do  YouTube. Lá você encontra tutoriais completos, arranjos de músicas conhecidas, dicas para evoluir no teclado e piano, e aulas cheias de conteúdo musical prático.

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